- Ela é inteligente. Eles tem muita coisa em comum. Ela entende todas as piadas dele, está sempre tecendo algum comentário relevante sobre a situação da profissão dele na economia do país e do mundo. Ele gosta dos amigos dela, e os amigos dele vivem afirmando que belo par eles formam.
- E por isso você desistiu dele?
- Eu não diria que desisti. Deixei apenas o caminho livre, para que ele percebesse o que era melhor pra ele. Levar em casa a garotinha que seus pais se orgulhariam da companhia no jantar, ou eu.
- Você acha isso justo? Escolher por outra pessoa o que você julga ser melhor? E nem me venha com "deixei-o escolher", você decidiu e simplesmente foi embora?
- Bem, justo com ele pode até não ter sido. Mas com meu coração foi.
- Convença-me...
- Percebi antes dele, o que estava por vir, logo, pude mudar o rumo da situação.
Assim um não se engana, e o outro não se machuca.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A velha e a moça
-Faz quanto tempo que ele se foi?
- Mais de 10 anos.
- Eu sei como é o vazio que deixam quando se vão, é como um furo em um vestido de seda, jamais será consertado. Eu já perdi pessoas muito importantes em minha vida, e o sentimento de vazio é eterno.
- Porque você é materialista. Ser humano é materialista. Nos importamos muito com sentidos superficiais. Queremos ver, pegar e nos importamos pouco em sentir. Não lamento por ele ter ido, ele cumpriu o papel dele na vida dele, e na minha, chegou a hora ele tinha mais era que ir mesmo. Quando chegar a minha hora não quero ninguém lamentando, é por isso que deixo sempre claro o que me agrada e o que me desagrada, para que minha passagem seja satisfatória pra mim, e para os outros.
- Eu nunca havia olhado desse ângulo.
- Eu não culpo você... Fomos criados para querer cada vez mais, não nos ensinaram-nos a deixar passar, não nos mostraram que é só passagem, fazem com que imaginamos que tudo o que temos é isso, e temos de nos agarrar ao "isso" seja lá o que ele for. Eu demorei 75 anos para aprender, agora eu posso te transmitir com a segurança de quem aceita que a mais clichês das frases é puramente verdadeira: "tudo na vida tem que passar".
- obrigada, e quando for, vá em paz.
- obrigada, e enquanto fica, preste a atenção ao que não cabe em fotografias.
- Mais de 10 anos.
- Eu sei como é o vazio que deixam quando se vão, é como um furo em um vestido de seda, jamais será consertado. Eu já perdi pessoas muito importantes em minha vida, e o sentimento de vazio é eterno.
- Porque você é materialista. Ser humano é materialista. Nos importamos muito com sentidos superficiais. Queremos ver, pegar e nos importamos pouco em sentir. Não lamento por ele ter ido, ele cumpriu o papel dele na vida dele, e na minha, chegou a hora ele tinha mais era que ir mesmo. Quando chegar a minha hora não quero ninguém lamentando, é por isso que deixo sempre claro o que me agrada e o que me desagrada, para que minha passagem seja satisfatória pra mim, e para os outros.
- Eu nunca havia olhado desse ângulo.
- Eu não culpo você... Fomos criados para querer cada vez mais, não nos ensinaram-nos a deixar passar, não nos mostraram que é só passagem, fazem com que imaginamos que tudo o que temos é isso, e temos de nos agarrar ao "isso" seja lá o que ele for. Eu demorei 75 anos para aprender, agora eu posso te transmitir com a segurança de quem aceita que a mais clichês das frases é puramente verdadeira: "tudo na vida tem que passar".
- obrigada, e quando for, vá em paz.
- obrigada, e enquanto fica, preste a atenção ao que não cabe em fotografias.
domingo, 16 de junho de 2013
Diálogo #conto
- E se apaixonar?
- O que tem?
- Quantas vezes já aconteceu com você?
- Nenhuma.
- Se já não te conhecesse um pouco, ia duvidar... Só não entendo como você consegue controlar isso.
- Quando você esbarra com uma pessoa que tem algo em comum, você se permite apaixonar-se, ou gostar dela mesmo que faça isso inconscientemente...
- Não você está errada! - Interrompeu ele - Ninguém pode controlar um sentimento que nasce por outra pessoa.
- Mas pode não alimentá-lo, e deixar que ele morra de inanição.
- Pra quê tanto medo?
Ela retirou um cigarro da bolsa, pegou seu isqueiro com formato de caveira e detalhes de pedras vermelhas, e disse: - Não é medo, é só egoísmo!
- Você quer ser pra sempre só sua?
- A única pessoa que pode me fazer mal, sou eu mesmo. Não vou dar esse gostinho a ninguém.
- Mas o amor faz bem.
- Só a quem sabe lidar com ele.
- O que tem?
- Quantas vezes já aconteceu com você?
- Nenhuma.
- Se já não te conhecesse um pouco, ia duvidar... Só não entendo como você consegue controlar isso.
- Quando você esbarra com uma pessoa que tem algo em comum, você se permite apaixonar-se, ou gostar dela mesmo que faça isso inconscientemente...
- Não você está errada! - Interrompeu ele - Ninguém pode controlar um sentimento que nasce por outra pessoa.
- Mas pode não alimentá-lo, e deixar que ele morra de inanição.
- Pra quê tanto medo?
Ela retirou um cigarro da bolsa, pegou seu isqueiro com formato de caveira e detalhes de pedras vermelhas, e disse: - Não é medo, é só egoísmo!
- Você quer ser pra sempre só sua?
- A única pessoa que pode me fazer mal, sou eu mesmo. Não vou dar esse gostinho a ninguém.
- Mas o amor faz bem.
- Só a quem sabe lidar com ele.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Outono
Hoje o dia está lindo.
Aquele ventinho gelado delicioso que outono traz, o dia calmo, o canto suave dos pássaros...
Durante todo o verão desejei isso mais que tudo, você sabe como eu amo um friozinho, tanto aquele de me faz colocar o casaco, quanto aquele que me dá quando você chega, aquele, na barriga.
Mas agora que estamos aqui, no clima tão desejado por mim, senti que faltava algo, senti que alguma coisa que eu queria muito não está aqui.
Aí lembrei, é o fato de poder passar todas as tardes do outono e do inverno, abraçada a ti, percebi que o que mais gostava no clima, no tempo, era aquela sensação que pairava sobre nós. O outono está aqui, lindo, marcante e apaixonante, mas falta você. Isso me fez perceber que apesar de ser minha estação preferida, passara levemente dolorosa dessa vez.
Aquele ventinho gelado delicioso que outono traz, o dia calmo, o canto suave dos pássaros...
Durante todo o verão desejei isso mais que tudo, você sabe como eu amo um friozinho, tanto aquele de me faz colocar o casaco, quanto aquele que me dá quando você chega, aquele, na barriga.
Mas agora que estamos aqui, no clima tão desejado por mim, senti que faltava algo, senti que alguma coisa que eu queria muito não está aqui.
Aí lembrei, é o fato de poder passar todas as tardes do outono e do inverno, abraçada a ti, percebi que o que mais gostava no clima, no tempo, era aquela sensação que pairava sobre nós. O outono está aqui, lindo, marcante e apaixonante, mas falta você. Isso me fez perceber que apesar de ser minha estação preferida, passara levemente dolorosa dessa vez.
domingo, 24 de março de 2013
Não Se Deixe Enganar...
As frases mais clichês do mundo, o comportamento mais
previsível, e aquela mente diminuta que acredita que todas as garotas são
iguais. Ingênuo, pensa que eu não sei que ele só está se divertindo com o
brinquedinho novo, é como um garotinho numa loja de brinquedos, escolhendo um
carrinho novo, ele fica encantado passa dias brincando com o carrinho novo todo
empolgado, enquanto o carrinho velho está na prateleira esperando incansavelmente
por ele, um dia o carrinho para de ser
novidade, e ele volta para o outro q apesar de gasto tem a mesma função. Eu
sei, você pode achar estranho minha forma tão clara de falar sobre ser a
segunda opção em sua vida, mas eu tenho pleno entendimento sobre o que
represento pra você, então, não gaste sua saliva, não desperdice seu charme, não
lance pra mim palavras repetitivas, minha boneca também está gasta e hoje, eu
só estou à procura de um brinquedo novo.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Triste Realidade
É engraçado..
ou não, depende do angulo em que se vê..
Do meu angulo na verdade é bem lamentável. A lua está aqui, mas especificamente invadindo minha janela, o vento que sopra é frio e suave, gostoso e amedrontador...
Quando olhei despretensiosamente pela janela assim que sentei-me à cama, me invadiram várias lembranças, lembrei da época de criança e das histórias que minha prima mais velha nos contava, lembrei de minha vó que falava sobre um moço e um dragão que residiam lá dentro, lembrei dos casais que eu observava na praça em frente a minha casa, que pareciam entorpecidos pela beleza inebriante que o luar lhes concedia, lembrei você, o que automaticamente me fez lembrar que olhando pra'quela lua linda no céu e sentindo o vento gelado que entrava sem pedir licença, ninguém estava pensando mim, porque a pessoa que a lua me fez lembrar, estava contemplando o mesmo luar a poucos quilômetros, acompanhado de um alguém que não era eu, fazendo planos que não me incluía, relembrando um passado que eu não fizera parte.
Pelo menos a garrafa ainda está cheia.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Novela
Ah! você...
Quando você chega sussurrando em meu ouvido, me abraça por trás e me beija a nunca...
Chego esquecer que nós não nos pertencemos, que isso não poderia estar acontecendo, que você pediu para que eu não me envolvesse.
Que depois você volta para os braços dela, e eu? Eu fico aqui.
Com as lembranças, teu cheiro entranhado em meu corpo, seu cigarro ainda aceso, a garrafa de vodca quase na metade.
É quando os pensamentos começam a castigar-me.
Ah! Eu...
Me entreguei sem retorno mais uma vez.
Talvez se eu tivesse escutado Chico direitinho, e mirado-me no exemplo das Mulheres de Atenas. Seria eu quem te teria nos braços quando tu se desvencilhasses das falenas.
Mas talvez esse seja o tipo de coisa que não é pra mim.
Talvez eu não seja o tipo de mulher que se entrega inteiramente a outro ser, deixando de lado meus gostos e minhas vontades, meus defeitos e qualidades, não, definitivamente essa não sou eu.
Ás vezes, tudo o que eu queria era acordar e ter alguém aqui, isso já seria suficiente.
Mas dizem que solidão é carma, então com licença, vou continuar minha jornada.
Quando você chega sussurrando em meu ouvido, me abraça por trás e me beija a nunca...
Chego esquecer que nós não nos pertencemos, que isso não poderia estar acontecendo, que você pediu para que eu não me envolvesse.
Que depois você volta para os braços dela, e eu? Eu fico aqui.
Com as lembranças, teu cheiro entranhado em meu corpo, seu cigarro ainda aceso, a garrafa de vodca quase na metade.
É quando os pensamentos começam a castigar-me.
Ah! Eu...
Me entreguei sem retorno mais uma vez.
Talvez se eu tivesse escutado Chico direitinho, e mirado-me no exemplo das Mulheres de Atenas. Seria eu quem te teria nos braços quando tu se desvencilhasses das falenas.
Mas talvez esse seja o tipo de coisa que não é pra mim.
Talvez eu não seja o tipo de mulher que se entrega inteiramente a outro ser, deixando de lado meus gostos e minhas vontades, meus defeitos e qualidades, não, definitivamente essa não sou eu.
Ás vezes, tudo o que eu queria era acordar e ter alguém aqui, isso já seria suficiente.
Mas dizem que solidão é carma, então com licença, vou continuar minha jornada.
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