Ela entra em silêncio. Bate a porta.
Ele está sentado pensativo.
Ela vai para o banho enquanto ele dá a última olhada na casa.
Era a casa dos seus sonhos, tudo perfeitamente como planejado, até o quarto que aguardava silencioso, vazio e ainda sem formas a chegada de uma criança, estava lá. A área era grande imaginavam as crianças e os cachorros, os adolescentes e os amigos, os filhos e os netos, bisnetos e quem sabe com pouca força mas muita perseverança os tataranetos.
Os dias azuis passaram tão rápido que mal puderam sentir.
Os dias cinzas ainda estavam guardados e frescos em suas respectivas memórias.
- Nada é pra sempre - pensava ela enquanto a água lhe escorria pelo corpo com gotas de sal que lhe escaparam dos olhos.
- Esquecemos de uma coisa - resmungava ele, mas não estava falando do que pôr na mala.
Ele entrou no carro, e com as duas mãos coladas ao volante deu a última olhada pelo retrovisor.
Ela aproximou-se do carro e teve uma súbita lembrança...
-"Vamos querida, iremos nos atrasar". Esperava ele, de terno segurando a porta do carro para que ela adentrasse. -"Já estou pronta amor".Ela surge linda e sorridente indo ao encontro do seu querido.
Uma lágrima escorre.
Ela abre a porta senta-se ereta, não olha para o lado esquerdo, não sabe a expressão que ele tem no rosto nesse momento.
A viagem é longa, mas naquele silêncio gritante parecia uma eternidade.
No aeroporto uma despedida gélida, mal se olharam, mal se cumprimentaram.
Ela seguirá sua vida, tendo desta vez a certeza que já lhe martelava há um tempo. O amor para sempre, não existe.
Ele beberá seus sentimentos, encontrará um apartamento e levará por um bom tempo, a dúvida sobre o que faltara.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Aquelas meninas-mulheres
Elas cresceram, mas ainda brincam. Elas tomam decisões, mas ás vezes permitem que teçam opiniões. Elas tomam a iniciativa, vão atrás quando sabem o que querem, mas isso cansa.
Ela acorda cedo vai pra faculdade e de lá vai direto para o trabalho. Não tem tempo para perder. Mas quando uma brecha se abre no seu tempo apertado do dia... Ele vem a mente.
Muitos dizem que tá na hora de partir pra outro, e que não vale à pena sofrer por pessoas que não estão dispostas a fazê-la sorrir. E ela sabe disso melhor que ninguém.
"Eles pensam que é fácil" pensa ela, "mas eles tem razão, tenho que mudar e deixá-lo de lado, e isso vai começar a partir de hoje."
Ela levanta, prepara o café, põe uma música agitada, aquela não à faça lembrar, pega o ônibus, encontra os amigos, faz tudo como deveria seguindo sua rotina, mostra que superou e que nada mais à faz sofrer. Mas quando chega em casa...
Uma mensagem na caixa de emails entristece a pobre moça. Mas ao mesmo tempo faz ressurgir uma chama adormecida que não incomodava mais no peito. E lá vai ela sofrer novamente.
Essa é a rotina de muitas mulheres com coração amolecido de meninas que não conseguem dar um basta num tal sentimentalista chamado coração.
Ela acorda cedo vai pra faculdade e de lá vai direto para o trabalho. Não tem tempo para perder. Mas quando uma brecha se abre no seu tempo apertado do dia... Ele vem a mente.
Muitos dizem que tá na hora de partir pra outro, e que não vale à pena sofrer por pessoas que não estão dispostas a fazê-la sorrir. E ela sabe disso melhor que ninguém.
"Eles pensam que é fácil" pensa ela, "mas eles tem razão, tenho que mudar e deixá-lo de lado, e isso vai começar a partir de hoje."
Ela levanta, prepara o café, põe uma música agitada, aquela não à faça lembrar, pega o ônibus, encontra os amigos, faz tudo como deveria seguindo sua rotina, mostra que superou e que nada mais à faz sofrer. Mas quando chega em casa...
Uma mensagem na caixa de emails entristece a pobre moça. Mas ao mesmo tempo faz ressurgir uma chama adormecida que não incomodava mais no peito. E lá vai ela sofrer novamente.
Essa é a rotina de muitas mulheres com coração amolecido de meninas que não conseguem dar um basta num tal sentimentalista chamado coração.
Desculpe, você não é especial...
E de todas coisas que aprendi com o passar do tempo sobre estar apaixonada(o), a mais certa (e automaticamente dolorosa), é: Não é porque você gosta de alguém, que esse alguém tem que gostar de você.
Sim que dói... dói. Isso é óbvio. Afinal, ninguém quer estar perdendo noites de sono, perdendo a fome, e perdendo o controle por alguém que não sente nem uma formigadinha quando vê-la(o). Mas imagine como seria confuso se obrigatoriamente tivéssemos de corresponder e ser correspondido com a mesma frequência que nos apaixonamos ou nos interessamos sexualmente por alguém... imaginou?
Sim meu(a) caro(a), quando me fiz essa pergunta, também lembrei do moleque, esquisito do fundamental. Não que você seja esquisita(o) para o(a) fulaninho(a), mas quem garante que você é tão especial como julga ser. Aposto que na sua mente você é demasiadamente bom, pra sofrer por amor, para ficar sozinho no fim de semana, e é o par perfeito de certa pessoa. Não consigo compreender esse egocentrismo todo que nos rodeia. Pessoa que vivem postando em redes sociais sobre igualdade, mas vivem afirmando que: "Comigo não!". Porque com você não? Por acaso nunca fez ninguém chorar? Nunca foi vilão na vida de ninguém?Nunca esnobou um cara, ou uma garota porque não concordou que estivesse a "sua altura"?
Então, quem disse que é você o chinelo gasto, pra'quele pé cansado?
Não precisa esconder que não é tão especial quanto pra alguém quanto você imaginava que fosse. Só olhe para o lado, e veja quem está ansiosamente afoito(a) por um sorriso, um "bom dia", um olá, ou um convite para um café. O fato de alguém não corresponder suas expectativas, não significa que esse alguém é louco, ou um idiota, só mostra que você não preenche as expectativas de todo o mundo.
E lembre-se: O fato de você gostar de alguém, não é suficientemente relevante para que esse alguém goste de você.
Bem vindo ao mundo!
Sim que dói... dói. Isso é óbvio. Afinal, ninguém quer estar perdendo noites de sono, perdendo a fome, e perdendo o controle por alguém que não sente nem uma formigadinha quando vê-la(o). Mas imagine como seria confuso se obrigatoriamente tivéssemos de corresponder e ser correspondido com a mesma frequência que nos apaixonamos ou nos interessamos sexualmente por alguém... imaginou?
Sim meu(a) caro(a), quando me fiz essa pergunta, também lembrei do moleque, esquisito do fundamental. Não que você seja esquisita(o) para o(a) fulaninho(a), mas quem garante que você é tão especial como julga ser. Aposto que na sua mente você é demasiadamente bom, pra sofrer por amor, para ficar sozinho no fim de semana, e é o par perfeito de certa pessoa. Não consigo compreender esse egocentrismo todo que nos rodeia. Pessoa que vivem postando em redes sociais sobre igualdade, mas vivem afirmando que: "Comigo não!". Porque com você não? Por acaso nunca fez ninguém chorar? Nunca foi vilão na vida de ninguém?Nunca esnobou um cara, ou uma garota porque não concordou que estivesse a "sua altura"?
Então, quem disse que é você o chinelo gasto, pra'quele pé cansado?
Não precisa esconder que não é tão especial quanto pra alguém quanto você imaginava que fosse. Só olhe para o lado, e veja quem está ansiosamente afoito(a) por um sorriso, um "bom dia", um olá, ou um convite para um café. O fato de alguém não corresponder suas expectativas, não significa que esse alguém é louco, ou um idiota, só mostra que você não preenche as expectativas de todo o mundo.
E lembre-se: O fato de você gostar de alguém, não é suficientemente relevante para que esse alguém goste de você.
Bem vindo ao mundo!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A Apaixonante Pedra Mais Alta
E lá está ela. A pedra mais alta.
De cima da pedra não se fala em horário
Bem sei da tua dificuldade na terra
Farei o possível pra morar contigo na pedra"
É almejada por todos, pelo casal apaixonado, pelos amigos que querem registrar o momento, pela criança que é impedida pelos pais, pela moça sozinha querendo meditar, pelo moço solitário querendo se isolar, e por quem precisa de uma visão ampla.
Mas de cima da pedra mais alta, ninguém enxerga ninguém. A moça bonita é um ponto, o moço charmoso, outro ponto, o golfinho, um borrão na água, o casal deitado dois pontos, quem tá lá em cima, ninguém sabe, quem passa lá em baixo não é reconhecido.
Ninguém é o que parece ser de cima da pedra mais alta.
Talvez isso que agrada tanto...
Sem preconceitos, sem opiniões, sem visões superficiais.
Todo mundo é igual de cima da pedra mais alta.
Ou todos são tão diferentes que a normalidade os alcança.
Ninguém se importa se está mais bonito do que quem está lá em cima, se está mais apresentável do que quem está lá embaixo.
O que importa é o que ela nos permite sentir.
A glória é só dela. A pedra mais alta.
"Quero deitar na tua escama
Teu colo confessionárioDe cima da pedra não se fala em horário
Bem sei da tua dificuldade na terra
Farei o possível pra morar contigo na pedra"
-OTM-
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Existem respostas que não precisam ser dadas...
E aí ele perguntou sobre seus sentimentos. Ela confusa e atordoada não respondeu, ignorou.
Ele foi direto, e perguntou o que ela esperava que acontecesse dali em diante. Passou um pombo num voou dançante tirou-lhe a atenção.
Ele mandou uma mensagem - Você gosta de mim?-. Ela não respondeu.
E ficou por semanas pensando no real motivo de não ter falado a verdade. Porque não disse que seus pensamentos estavam dia e noite sendo embelezado com a presença daquele ser.
Porque ela era taurina, e apesar de não se aprofundar no caminho confuso e massante da astrologia, acalmava-se repassando para sim mesmo sempre que necessário essa justificativa para suas respostas não dadas, para a confusão em que deixava a mente de quem precisava de respostas rápidas, objetivas e que só poderia vir de uma pessoa. Ela.
"Do que importa?", pensava ela, "e se eu dissesse que sim, mudaria em alguma coisa?".
Ela era muito determinada, em conseguir o que sabia que fazia sentido, o que ela precisava e o que não fosse machucá-lá. mas no caso relacionado a "ele", era diferente.
Ela sentia que seria magoada a qualquer momento. E a resposta não foi dada, porque ficar guardado/escondido em um lugar seguro, é muito mais sensato do que sair e não fazer diferença nenhuma.
domingo, 15 de julho de 2012
Pra esquecer... Raciocine.
Nunca nos entenderíamos...
Teus programas não me agradam. Tuas séries muito menos. Você assiste desenhos bobos, que são desagradavelmente perturbadores. Parece que não cresceu.
O que lhe parece problemas sem solução, pra mim é um assunto mesquinho que pode facilmente ser resolvido... Ou ignorado.
Não iria mesmo dar certo...
Eu acordo cedo (ás vezes). Faço o que tenho que fazer (quando sinto vontade). Vou a aula (quando não falto). Ao abrir os olhos coloco uma música agradável (que você não entende a letra). Ando devagar quando estou atrasada, e rápido quando não há necessidade (sim, sou estranha). Penso naquele garoto que conheci, por acaso, no show daquela banda que me fascinava na adolescência, naquele lugar cheio de pirralhos onde me senti uma tia... (aposto que ele nem lembra meu nome). Procuro me manter informada sobre o que me atrai minha atenção (e você foi inserido). Uso meus óculos enormes, que deveriam ser apenas para leitura, na rua. Saiu sem 'sutiã'. Tem seios pequenos e isso não me incomoda. Pinto as unhas quando sinto vontade (raramente). Vou a show's sozinha, visto que raramente encontro alguém com gosto musical parecido.
Você só sai em 'bando'. Perde-se em decotes provocantes, pernas de fora e enormes unhas vermelhas. Procura sempre estar melhor que os amigos. Só demonstra interesse por quem se interessa por você. Pensa pouco sobre qualquer assunto que não tenha você como personagem principal (lembra da garota esquisita que conheceu naquele showzinho chato que seus amigos insistiram muito pra que você fosse, alegando que teriam várias 'novinhas gostosas. "O que ela estaria fazendo ali sozinha? Qual era mesmo o nome dela?" cinco segundos e... pronto já esqueceu).
Isso jamais daria certo...
Você procura uma menininha submissa e com jeitinho de princesa pra namorar.
Eu saiu do trabalho e vou tomar uma cerveja com as amigas no bar.
Pra o seu fim de semana ser perfeito, tem que ter muita farra.
Um sorvete num fim de tarde com as amigas me deixa satisfeita.
Aparência é a única coisa que importa pra você.
A maior decepção pra mim, é quando alguém só repara no que está à mostra.
É isso realmente não tem a menor possibilidade de dar certo...
Mas não vamos nos aprofundar nas diferenças, o fato de eu ter sentido uma forte atração por ti não significa que não posso viver sem você. Ninguém pode sofrer por perder algo que não lhe pertencia... Eu sei... Só escrevo pra tentar transferir isso do cérebro para o coração.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Medo do desconhecido
Meu medo não é perder. Eu já não tenho...
Não é nunca receber o olhar que tanto almejei.
Nem é medo de não ser percebida como gostaria.
Nem que outras o tenham.
Nem que não fale comigo ás vezes.
Nem que não me ligues no dia do meu aniversário.
Nem que não me contes o que te fez sorrir hoje, amanhã e depois...
Nem que sua nova amiguinha seja interessante.
Nem que me venha com uma surpresa desagradável...
É passarmos na rua e não nos reconhecermos, é sentarmos frente-a-frente no fast food no centro da cidade e não nos darmos conta de quem somos, ou fomos, se é que fomos.
É saber que tudo o que senti durante todo aquele tempo, e que transbordava em meu coração, não conseguiu escapar por meus temerosos lábios. Não deu tempo. E você se foi. Se foi pra sempre e sem olhar pra trás. Não deixou nem por meio segundo desviar o olhar e observar a lágrima que escapou, depois de tanto tempo aprisionada.
Mas tudo bem...
Ah chega! Não, não está tudo bem, e enquanto os dedos se movem, as lagrimas caem, e enquanto o cérebro trabalha, o coração palpita forte, e quando o cérebro pára, as lágrimas caem, e enquanto os amigos falam, da memória algo não me sai, e quando Los Hermanos toca... as lágrimas caem.
Não é nunca receber o olhar que tanto almejei.
Nem é medo de não ser percebida como gostaria.
Nem que outras o tenham.
Nem que não fale comigo ás vezes.
Nem que não me ligues no dia do meu aniversário.
Nem que não me contes o que te fez sorrir hoje, amanhã e depois...
Nem que sua nova amiguinha seja interessante.
Nem que me venha com uma surpresa desagradável...
É passarmos na rua e não nos reconhecermos, é sentarmos frente-a-frente no fast food no centro da cidade e não nos darmos conta de quem somos, ou fomos, se é que fomos.
É saber que tudo o que senti durante todo aquele tempo, e que transbordava em meu coração, não conseguiu escapar por meus temerosos lábios. Não deu tempo. E você se foi. Se foi pra sempre e sem olhar pra trás. Não deixou nem por meio segundo desviar o olhar e observar a lágrima que escapou, depois de tanto tempo aprisionada.
Mas tudo bem...
Ah chega! Não, não está tudo bem, e enquanto os dedos se movem, as lagrimas caem, e enquanto o cérebro trabalha, o coração palpita forte, e quando o cérebro pára, as lágrimas caem, e enquanto os amigos falam, da memória algo não me sai, e quando Los Hermanos toca... as lágrimas caem.
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